Maldição contra ladrões de livros

Não é de hoje que as bibliotecas enfrentam problemas com roubo de obras. Se hoje em dia contamos com o auxílio das mais avançadas tecnologias para proteger os acervos, em outras épocas era preciso utilizar métodos por vezes curiosos, como… maldições!

Na página de biblio-maldições das bibliotecas da Virginia Commonwealth University, encontramos o seguinte texto (tradução nossa):

Na Idade Média, os livros eram protegidos por maldições, não por sistemas eletrônicos de segurança. Muito antes da prensa tipográfica, os livros eram manuscritos […]. Naqueles dias, monges tinham que copiar os livros à mão. Frequentemente um manuscrito levava muitas semanas para ser finalizado […]. Após dispender tanto esforço, alguns monges escreviam um comentário pessoal para proteger seu trabalho.

E que comentários! No Monastério de São Pedro, em Barcelona, foi encontrada a seguinte maldição contra ladrões de livros, uma de minhas preferidas:

Original super dramático, em inglês arcaico

For him that stealeth a Book from this Library,
Let it change into a serpent in his hand and rend him.
Let him be struck with Palsy, and all his Members blasted.
Let him languish in Pain crying aloud for Mercy and
let there be no sur-cease to his Agony till he sink in Dissolution.
Let Bookworms gnaw his Entrails in token of the Worm that dieth not, and
when at last he goeth to his final Punishment,
let the flames of Hell consume him for ever and aye.

Uma tradução livre, tentando não perder a dramaticidade do original:

Para aquele que furtar um livro desta biblioteca,
Que o livro transforme-se em uma serpente em suas mãos e o domine.
Que seja atingido por paralisia, e que todos os seus membros sejam destruídos.
Que definhe de dor, clamando por misericórdia e
Que não haja fim para sua agonia até que ele esteja desintegrado.
Que os Vermes de livro consumam suas entranhas em memória do Verme que não morreu, e
quando finalmente ele rumar para seu julgamento final,
deixe que as chamas do inferno o consumam para sempre e indefinidamente.

Escrito por em 28 de junho de 2010
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II Jornada: O Livro – Uma trajetória

No dia 9 de julho de 2010 acontecerá a II Jornada: O Livro – Uma trajetória, um ciclo de palestras relacionadas à história e evolução do livro.

Quando: 9 de julho de 2010, de 9h às 17h
Onde: Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro – RJ
Inscrições e mais informações: planor@bn.br ou (21) 2220-2588

Divulgação da II Jornada: O Livro - Uma trajetória

Escrito por em 24 de junho de 2010
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Seminário Internacional de Riscos ao Patrimônio Cultural

Nos dias 11, 12 e 13 de agosto acontecerá no Rio de Janeiro o Seminário Internacional de Riscos ao Patrimônio Cultural, oferecido pela Associação Brasileira de conservadores-restauradores de bens culturais (ABRACOR) e pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) em homenagem aos 30 anos da ABRACOR, com o objetivo de promover a preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro e o aperfeiçoamento dos profissionais da área.

Divulgação do Seminário Internacional de Riscos ao Patrimônio Cultural

ATENÇÃO: o Workshop de Avaliação de Riscos não será mais oferecido.

Conheça a programação completa do Seminário.

Quando: 11 a 13 de agosto de 2010
Onde: Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro – RJ
Inscrições: 21 de junho a 28 de julho
Quanto: R$150 (não associados), R$130 (associados ABRACOR), R$100 (estudantes)
Mais informações: através do email
email do evento

Escrito por em 23 de junho de 2010
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A leitura nos tempos da Internet: Carr x Johnson

O New York Times publicou recentemente um excelente artigo de Steven Johnson, intitulado Yes, people still read, but now it’s social (traduzindo: Sim, as pessoas ainda lêem, mas agora é social), no qual ele discute o novo livro de Nicholas Carr sobre a leitura nos tempos da Internet, The Shallows: what the Internet is doing to our brains (Os superficiais: o que a Internet está fazendo com os nossos cérebros).

Carr argumenta que a tendência atual de ler superficialmente, operando constantemente em modo multitarefa e seguindo hiperlinks diversos, tão característica da leitura em tela (em computadores, e-books etc), diminui a capacidade de concentração e introspecção, típicas da leitura de livros tradicionais.

Johnson discorda de Carr e levanta pontos positivos relacionados ao aumento de conectividade e à possibilidade de intercâmbio mais intensa advindos da utilização da Internet, além de destacar o fato de estarmos lendo e escrevendo mais atualmente.

Não é a primeira vez que Carr escreve sobre esse assunto; em 2008, ele escreveu o ótimo artigo Is Google making us stupid? (O Google está nos tornando estúpidos?), na revista The Atlantic. Vale a leitura, não só por ser bem escrito mas também porque é interessante conhecer os dois lados da questão. Outra leitura interessante é o post More on the Shallows, onde Johnson comenta um pouco mais sobre o livro de Carr em seu blog.

A Reuters também publicou um artigo (disponível em português) sobre o livro de Carr chamado A Internet está destruindo nossa mente?

No Brasil, o livro de Carr será publicado pela Ediouro mas ainda não há data prevista.

Steven Johnson é autor de livros sobre a interseção entre ciência, tecnologia e sociedade.
Nicholas Carr escreve sobre as implicações sociais e econômicas da tecnologia.

Escrito por em 22 de junho de 2010
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